Christian Dior (1905-1957) foi quem revolucionou a moda francesa depois da segunda Grande Guerra, pois em 1947 que lançou a sua primeira coleção com seu nome próprio. Enquanto outros estilistas apostavam na simplicidade e no conforto, ele propunha a feminilidade e o luxo extremo; esta proposta fez tanto sucesso que os demais tiveram que rever as suas coleções.
Desde a sua estréia, a população mundial passou a desejar suas criações, ou seja, todos queriam vestir Dior. O desejo de ter uma peça foi aumentando cada vez mais e se difundindo por todo o mundo. A partir de então sua coleção deixou de ser completamente alta-costura para iniciar a industrialização, prêt-à-porter. Foram assim os dez anos de puro glamuor com cem mil vestidos e dezesseis mil croquis.
Mesmo depois de sua morte, em 1957 - seu décimo ano na carreira - a marca continua nas lojas de todo o mundo. Atualmente, quem cria os modelos é o inglês John Galliano, formado pela St. Martin’s School of Arts de Londres, em 1983. "Até a metade dos anos 90, a Christian Dior tinha a imagem de vestidos da Bela Adormecida, de roupas caretas. A reviravolta se deu com Galliano. Houve dois escândalos que fizeram a marca explodir: sua simples contratação e a coleção dos mendigos", diz a diretora-geral da Dior Brasil, Rosangela Lyra.
Apesar disto, Galliano não deixou a essência de Christian, pois a composição de seus looks são super femininos, valorizam a silhueta, enfim, o corpo feminino. É ousado e compõe extravagâncias - "Os vestidos e as saias de tecidos moles, escorregadios, as mangas e barras desfiadas, tudo o que é inspirado na lingerie que se usa hoje tem sua influência", enumera a historiadora francesa de moda Florence Muller -, além de ter uma ótima vocação para o marketing, fazendo com que a sua composição ganhe as ruas de diversas cidades do planeta.
é isso aí pessoal ; *
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